[Esse é o de Jessy]
Mastigando Romantismo
Inventando o amor dos loucos, decido me abrir aos que me entendem. Certo, louco não, mas o que me falta para ser um? Amo sim, mas não amo uma. Amo no plural da variedade dos seres, cada um a seu modo, cada um ao modo que me cabe, é amor sem dívida, sem quê muito menos sem porquê. Amo por saber do universo dos que invadem meu coração. Vou assim, errante, zarpando dos corações nas ondas dos carinhos que me permitem. Sem ter mais do que reclamar, me reduzo ao que pulsa sem ter o que justificar, sem ter o “mas” dos porquês que habitam as cabeças pobres.
Não pretendo ofender a vocês que já encontraram a metade da laranja. Só quero gritar meu amor mais de um, não se trata da cachorrice que os olhos viciados enxergam, se trata apenas da sinceridade de um bom apreciador dos viventes sentimentais. Seja um sorriso, fossem seus olhos, não importa. Sou eu, estou prestes a me apaixonar por você dama minha.
Se seu cavalheiro se ofende com minhas declarações, não o temo, ele é como você: produto da metade pra metade. Eu sou livre! Pretendo beijar seus gestos e suas mãos a cada lembrança que me atormentar.
Não escondo meus sonhos de um mundo em que os sonhos de amor pra vida toda sejam extintos! Limpos! Nessa capa de perfeição muito sofrimento se esconde, meu desejo é de felicidade, nem que haja a abdicação,que seja ela o principal dos objetivos. Sim, me beije. Me beije, como eu sou, com meu sorriso singular e como se eu fosse só dessa noite. Como a fumaça que se esvai no vento que bate repentino. Meu amor-vapor não tem o preço de suas juras. Ele é barato, mas é vivo. Vive nas veias dos que sabem o que é não temer a reprovação. Na verdade, ele é barato por saber que a nobreza ou a carestia do amor pregado aos quatro ventos só traz o encurtamento da tão absurdamente sonhada felicidade a dois. Mas dois? Por que dois? Logo um número semi-vizinho do zero? Dois não. Até mesmo porque a imparidade dos fatos que nos ocorrem é bem mais presente do que o sabor perfeitamente doce do par perfeito.
Não é desilusão com o que chamam de um pro outro, é uma forma de saciar os que meus olhos sentem, é porque minha boca vive a ouvir o beijo que meus ouvidos andam a tentar entre cada pronúncia vogal, entre o bater de sua língua e entre os dentes do gosto de seu sorriso.
Creio que aqui meu verbo esteja soando como um latejo da vadiagem, temo em desapontar que me olha assim, mas veja que o que ponho à pena são nada mais que sinceros pensamentos. O problema é que tratar do príncipe com mais de uma princesa perde a elegância.
Certo, não se diga que o jeito de amar é a justificativa perfeita pra mentira ou pra traição. Que das ações de um dos amantes não saiam vítimas.
Abraços.
21.5.07
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