9.2.07

Escritos sem compromisso.


Exatamente o que se lê. Nenhum compromisso há aqui de que eu faça algum sentido para aquele que me lê, escrevo apenas para que não haja uma implosão de idéias, algo que me venha destruir. Por isso, escrevo aos jorros sem me preocupar com a poética que possa haver na prosa, muito menos com o sentido que esses meus sussurros impressos possam ter.

E o prazer que eu tenho é exatamente esse, depois de medíocres cinco linhas, nas quais não disse coisíssima nenhuma, registro o alívio. O papel sempre foi o melhor dos padres, isso mesmo. Aquele que te ouve com tanta perfeição que é capaz de registrar cada palavra por você proferida e mesmo depois de todos os erros por ele ouvidos não esboça o mínimo ato de reprovação. Muito pelo contrário, o registro, se bem feito, e o silêncio passivo desse “padre”, juntos, parecem nos fazer um convite a conversar mais, a escrever mais, a gravar cada erro. Como se dissessem que a partir dali é com eles. Que nada daquilo nos pertence mais, o que se escreve se perde, se deixa, há quem diga que se ganhe, que escrevendo ganha-se a imortalidade. Mas quem disse que mortalidade é maldição? Afinal o orgasmo tem seu fim, por que haveria de não tê-lo? Cada um na sua (ótica). Então... Rasguemos as batinas e plantemos hectares e mais hectares de eucalipto!

Eu aprendi na sala de aula que tal espécie humana é tão absurdamente social que nasceu com o dom inerente da linguagem. Feitos pra falar, pra expor idéias, pra junto com os outros “macacos” trocarem sinais sonoros, e ainda que não sonoros, trocarem sinais, pinturas em cavernas ou pichações que emporcalham nossos muros, todos são sinais, vozes que buscam ouvidos ou olhos e mesmo que não os encontrem já encontraram o prazer do desabafo ou da tentativa de registro de um pensamento, descoberta etc. Logo se conclui que não se trata apenas de uma vaidade, mas sim de uma necessidade.

Ainda na falta de compromisso eu digo, em que outro território, que não no escrito, é permitida a plena liberdade? Sim, em que outro lugar você se sente seguro pra reinventar a realidade, xingar sem pudor, criticar, “literar”...? Onde? Onde mais seus devaneios são válidos?

Sejam bem-vindos ao BRANCO do seu papel. Divirtam-se.



Abraços.



 

11 comentários:

... Engel * disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
... Engel * disse...

Quando eu crescer quero ser foda que nem vc Bruninho! ^^


...
É, disse tudo que penso sobre meus papéis. Eles são ótimos companheiros e confidentes; não me criticam e não me censuram.


Viva o papel em branco o/
êÊêÊê

Beijos anjinho dos óio verde! ^^

;*

Anônimo disse...

Sem mesmo vc saber ou me divulgar seu novo post... aqui estou eu !!!

Bacana!^^

Escrever eh legal... e Bacana...

espero continuar assim!!! Escrevendo... ou quem sabe digitando?!

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Anônimo disse...

Ói meu gostoso aí exercendo seu dom para as letras. Que aprofundaremos juntos no enfadonho curso de direto, gastando milhares e milhares papéis desses que você tanto gosta.

Isso mesmo, lá, juntinhos, você pode até me ajudar... se expressar bem nunca foi umas das minhas qualidades.

Xêro, mô gostoso!!

Unknown disse...

não querendo imitar mas já imitando.. Quando eu crescer quero ser que nem vc!! o.O
vc eh foda hehe
bjo!

Unknown disse...

Espero que você se confesse
com esse 'padre' mais vezes
Eu ficaria muito grata
Texto pra variar ótimos
acho que você deceria tentar jornalismo!!
ahhh é claroo q não se esqueça de sua empresária aqui não tá?!


Beijoss
=**

Anônimo disse...

:O
cada vez vc se supera mais!
sem comentários xD
um dia você vai ser um colunista fodão e eu vou colecionar tudo o que vc escrever, a começar por esses aqui xD

VIVA O BRANCO DO PAPEL xD

:****

bjaaaaaaao s2

Anônimo disse...

bruno

mais um texto de boa qualidade, é um prazer ler.continue exercendo este dom, isto me deixa muito feliz, espero poder ler muitos ........

beijoss, DA MAMãE

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Unknown disse...

-mãinhaaaa!!!
-diga meu filho.
-quando eu crescer quero ser igual a Bruno!
-você não queria ser astronauta um dia desses?

kkkkkkkkkk

só pra alterar um pouquinho a imitação do comentário das meninas.

vais fazer vestibular pra que curso mermo?

seja como robe ou como profissão não disperdice esse seu talento literário.

vou aproveitar enquanto ainda é de graça e ler o último.

falou.